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O Exorcista: a tenebrosa tragédia familiar da dubladora de Pazuzu

Mercedes McCambridge em uma verdadeira tragédia depois de "O Exorcista"

@nic_bastos | Publicado em 28/01/2022, às 15h55

Mercedes McCambridge fez história como dubladora de Pazuzu, em "O Exorcista" - Reprodução
Mercedes McCambridge fez história como dubladora de Pazuzu, em "O Exorcista" - Reprodução

Mercedes McCambridge foi uma atriz norte-americana que despontou em Hollywood a partir da década de 50. Em seu papel mais famoso, ela nunca é vista. Seu nome nem aparece nos créditos. Apenas sua voz se faz presente, e isso foi o suficiente para transformá-la em uma lenda. Estamos falando da famosa dubladora de Pazuzu, o demônio do icônicoO Exorcista.

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Pazuzu de Mercedes McCambridge é responsável por possuir a personagem Regan MacNeil, de Linda Blair, no filme de 1973. Antes da obra que é verdadeira lenda do terror, a atriz se envolveu em outros projetos artísticos. No entanto, o grande destaque é mesmo o que vem depois de participar de O Exorcista, quando sua vida pareceu virar o horror que fez parte do se currículo.

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Linda Blair em "O Exorcista"

O currículo icônico 

Carlotta Mercedes Agnes McCambridge nasceu em Illinois no dia 16 de março de 1916. Começou a carreira nos holotes através do rádio, na década de 30, e logo depois migrou para a Broadway. Em 1949 fez sua estreia no cinema, onde bombou logo de cara, atuando no noir A Grande Ilusão (1949), que lhe rendeu um Oscar e o Globo de Ouro de atriz revelação do ano.
Mercedes McCambridge ainda recebeu grande destaque no western Johnny Guittar (1954), onde interpretava a rival da protagonista, Joan Crawford. Em 1956 ela foi novamente indicada ao Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em Assim Caminha a Humanidade (1956), estrelado por James Dean. Ela ainda trabalhou com a atriz Liz Taylor em De Repente, no Último Verão (1959).
Depois de um tempo longe do cinema, Mercedes voltou para um papel diferente para O Exorcista: como dubladora. Para fazer a voz mais perturbadora possível, a atriz se jogou na tarefa, engolia ovos crus, fumava diversos cigarros e bebia wisky para deixar sua voz mais rouca e agressiva. Além disto, o diretor a amarrava na cadeira para que a vo conseguisse soar mais fidedigna ao personagem.
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A artista acabou se envolvendo em uma breve polêmica, por não ter sido creditada no filme. Depois de ter seu nome cortado pelo diretor - a fim de dar um maior destaque para Linda Blair -   processou a Warner Bros., que deu os devidos créditos depois.

A tenebrosa tragédia

Fadada a continuar vivendo um filme de terror, McCambridge ainda passou por poucas e boas na família. Ela casou-se com William Fifield em 1939, aos 23 anos de idade e teve seu único filho, John Lawrence Fifield, nascido em 1941. Depois do casal se separar sete anos mais tarde, a atriz se casou com Fletcher Markle, em 1950.

Ele assumiu o filho de McCambridge, mas não passou por bons momentos ao lado da mulher, que possuía muitos problemas com alcoolismo. Eles acabaram se divorciando em 1962.

Já o filho da atriz, foi responsável por se envolver em uma tragédia bem creepy. John se formou com PHD em economia, e passou a trabalhar em grandes agências de investimentos. Ele tornou-se um grande e respeitado consultor financeiro, no entanto, acabaram descobrindo que ele havia roubado alguns milhões de dólares de seus clientes - e depositado em uma conta no da mãe.

John acabou demitido em uma sexta-feira 13 e fez jus ao filme de terror de mesmo nome. Colocou uma máscara demoníaca e atirou em sua esposa, filhos e depois em si mesmo. Sua nota de suicídio ainda colocou a culpa em Mercedes McCambridge.

Após a tenebrosa tragédia, Mercedes McCambridge acabou se afastando dos holofotes da vida artística e passou a dedicar seu tempo ajudando grupos de mulheres alcoólatras, além de prestar apoio a famílias de pessoas suicidas.A atriz veio a falecer em 02 de março de 2004, com 87 anos de idade.

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