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10 fatos que você precisa saber sobre o assassinato de Daniella Perez

O assassinato de Daniella Perez continua chocando o Brasil. Após o lançamento de Pacto Brutal, doc sobre o caso, HFTV separa tudo sobre o crime

@nicolybastos_| Publicado em 22/07/2022, às 15h55 - Atualizado em 12/08/2022, às 13h57

O assassinato de Daniella Perez continua chocando o Brasil - e após o lançamento do documentário Pacto Brutal, HFTV relembra o caso - Divulgação/HBO
O assassinato de Daniella Perez continua chocando o Brasil - e após o lançamento do documentário Pacto Brutal, HFTV relembra o caso - Divulgação/HBO

O assassinato da atriz Daniella Perez, crime que parou o país em 1992, voltou à mídia agora com o lançamento de um documentário da HBO sobre todo o ocorrido. Pacto Brutal chegou no streaming no dia 21 de julho e vasculha os detalhes de um caso brutal e chocante. O crime, que completa trinta anos em 2022, foi cometido pelo seu companheiro de cena na época, Guilherme de Pádua, e sua esposa, Paula Thomaz.

Daniella Perez interpretava a personagem Yasmin na novela De Corpo e Alma, uma garota encantadora e sensível que se envolvia com Bira, Guilherme de Pádua, um jovem ciumento e genioso, e Caio, Fábio Assunção.

Como, logo que alcançou o estrelado, Daniella Perez foi vítima de um crime planejado e executado tão brutalmente? HFTV traz um breve resumo do caso, e algumas atualizações sobre os assassinos. 

QUEM FOI DANIELLA PEREZ?

Primeira filha da escritora Gloria Perez e de Luiz Carlos Saupiquet Perez, Daniella Ferrante Perez nasceu no Rio de Janeiro, em 11 de agosto de 1970. Mais tarde teve dois irmãos, Rodrigo, nascido em 1973 e Rafael nascido em 1975. Ficou conhecida por seu trabalho como atriz, uma carreira interrompida no auge por seu assassinato brutal.


COMO FOI O CRIME? 

Daniella Perez foi assassinada em 28 de dezembro de 1992. Na tarde daquele dia, Guilherme de Pádua, seu colega de trabalho, lhe pediu uma carona. Quando a atriz parou em um posto de gasolina para abastecer, foi atingida por de Pádua e caiu inconsciente. Ele, então, a colocou em seu carro, que estava logo atrás, e a levou a terreno baldio na Barra da Tijuca. A esposa do ator, Paula Thomaz, também estava lá. Junto o casal esfaqueou Perez com uma tesoura. 18 vezes. 

Um advogado que passava próximo ao do crime ficou surpreso ao ver dois veículos parados por ali. Ele anotou as placas e chamou a polícia. Quando as autoridades chegaram, encontraram o corpo de Daniella. Em pouco tempo, descobriram que o outro veículo era de Guilherme. O número da placa continha apenas uma letra diferente da placa do carro de Guilherme. Quando foi constatado que a placa havia sido adulterada, ficou claro para a polícia que ele estava envolvido no crime.


O MOTIVO

Talvez a parte mais chocante de tudo isso seja o motivo extremamente superficial para o crime brutal. Segundo o depoimento de Guilherme, ele cometeu o crime porque achou que seu papel na novela estava perdendo importância e a atriz estaria roubando seu espaço na trama.

Na produção, Yasmin, interpretada por Daniella Perez, vive um romance com o motorista Bira (Guilherme) para esquecer Caio (Fabio Assunção). Mas durante os acontecimentos, ela deixa Bira para voltar a Caio. Guilherme vê seu papel na novela diminuir e o fim da linha aconteceu quando ele leu os próximos roteiros da novela e descobriu que não apareceu em dois deles.

A motivação de Paula é igualmente vazia, ela declara que fez isso por ciúmes do marido, que protagonizou cenas de amor com sua co-estrela.


VELÓRIO MASCARADO

No enterro, Gloria Perez, mãe da atriz e autora da novela, já estava ciente que Guilherme de Pádua estava envolvido com o assassinato de sua filha. Ela acabou sendo orientada pela polícia a convidá-lo ao velório e manter a calma e e compostura, para ele não desconfiar de nada e ter a chance de fugir. Gloria Perez assim o fez, mesmo que isso tenha implicado interagir com o assassino de sua filha.


RITUAL MACABRO?

Na época, houve a teoria de que Guilherme e Paula faziam parte de algum tipo de culto macabro. Eram os anos 1990, afinal, o auge do pânico satânico no país. Duas semanas antes do assassinato, de Pádua e a esposa fizeram tatuagens com seus nomes em nas regiões íntimas. Daniella teve um pedaço do cabelo cortado, levaram sua aliança e era a última noite de lua cheia. O crime ainda ocorreu no dia em que os personagens romperiam o namoro na novela. 


SABOTAGEM

A polícia queria encerrar o caso rapidamente, então procurou "passar pano" para algumas coisas. Paula Thomaz só foi investigada por pressão da imprensa. Até hoje, por exemplo, não se sabe onde foi parar a bolsa de Daniella, que tinha bilhetes do assassino e também seis mil dólares dentro, que a atriz pretendia usar para dar entrada em um carro - o que nunca chegou a acontecer. 


MACHISMO EVIDENTE

Parte da mídia e muita gente no geral, tentou colocar Daniella como culpada também. Houve muita insinuação, até por parte do próprio Guilherme, de que a jovem dava em cima do ator e insistia para uma relação amorosa entre os dois, se frustrando sempre que isso lhe era negado. No entanto, testemunhas afirmam que seu assassino a perseguia há tempos e forçava situações para crescer na novela como seu par romântico.


A PRISÃO

A prisão dos dois foi decretada em 31 de dezembro de 1992. O julgamento aconteceu cinco anos depois, em 1997, e eles foram condenados por homicídio qualificado: ele pegou 19 anos, enquanto ela pegou 18. Em 1999, ambos foram soltos em liberdade condicional. Quando foi presa, Paula estava grávida, e teve o filho na prisão em 1993. O casal se separou ainda na cadeia e, hoje, ambos seguem em liberdade.


ENTROU PARA A HISTÓRIA

Após a morte de Daniella, o crime de homicídio qualificado, praticado por motivo vil ou fútil, ou cometido com crueldade, foi incluído na Lei de Crimes Hediondos, com mais de um milhão de assinaturas. Também foi decidido que para este tipo de crime não é mais possível pagar fiança e é necessário mais tempo para a progressão do crime. O abaixo-assinado foi comandado por Gloria Perez.


ONDE ESTÃO GUILHERME E PAULA? 

Após cumprir sete anos de prisão, os dois foram soltos e colocados em liberdade condicional. A decisão irritou a família da vítima. “Foram sete anos em um segundo. A vida da minha filha vale esse tanto? Os sete anos de mordomia que Guilherme de Pádua passou na cadeia?”, disse Gloria Perez, mãe da atriz, na época.

Hoje, Guilherme de Pádua é pastor e frequenta a Igreja Batista Lagoinha, em Belo Horizonte. Ele até fez campanha para o atual presidente Jair Bolsonaro, durante as eleições de 2018, seguindo a orientação da igreja. Ele costumava usar um perfil do Instagram para mostrar fotos da família — casou-se novamente — e também em momentos de oração e campanhas da igreja.

Paula Thomaz, agora Paula Peixoto, se casou com Sérgio Rodrigues Peixoto. Ela ainda responde em liberdade condicional, aproveitando esse tempo para estudar Administração de Empresas. Ela ainda está recebendo a reação da mídia e foi recentemente condenada a pagar 480 mil indenizações a Gloria Perez, como resultado de uma sentença de danos morais.


30 anos depois do ocorrido, a série documental Pacto Brutal explora as investigações e materiais de arquivo para entender o que realmente aconteceu e apresentar a tragédia para uma geração que talvez não conheça a história. A produção traz depoimentos de Gloria Perez, Cláudia Raia, Fábio Assunção, Raul Gazolla, Cristiana Oliveira, Maurício Mattar, Wolf Maya e Eri Johnson. (HBO MAX)

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