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Pacto Brutal: Novo documentário detalha assassinato da atriz Daniella Perez

Novo documentário da HBO Max, Pacto Brutal, conta detalhes do caso que parou o Brasil, o perturbador assassinato da atriz Daniella Perez.

@helograssi | Publicado em 21/07/2022, às 14h39

Pacto Brutal: Novo documentário detalha assassinato da atriz Daniella Perez - Reprodução/HBO
Pacto Brutal: Novo documentário detalha assassinato da atriz Daniella Perez - Reprodução/HBO

A morte da atriz Daniella Perez foi um dos casos mais chocantes e brutais da história brasileira. Na série Pacto Brutal, novo documentário da HBO Max, sabemos detalhes do crime que parou o Brasil no dia 28 de dezembro de 1992. O crime, que completa trinta anos em 2022, foi cometido pelo seu companheiro de cena, Guilherme de Pádua, e sua esposa, Paula Thomaz.

A VIDA DE DANIELLA

Filha da autora de novelas Glória Perez, Daniella sonhava em ser dançarina desde pequena. Formada em dança, com especialidade em jazz e balé, ela se tornou uma atriz aos vinte anos. No teatro musical, ela conheceu o seu futuro marido Raul Gazolla, com quem ela estava ensaiando para uma peça quando foi assassinada. 

A atriz interpretava a personagem Yasmin na novela De Corpo e Alma, uma garota encantadora e sensível que se envolvia com Bira, Guilherme de Pádua, um jovem ciumento e genioso, e Caio, Fábio Assunção. O namoro de Yasmin e Bira durou pouco, já que, a personagem sempre foi descrita como par romântico do papel de Assunção.

O ASSASSINATO

No dia do assassinato de Daniella, Guilherme teria pedido uma carona para ela após a saída do estúdio, com a finalização das gravações. Tudo ia bem até um posto de gasolina, onde o ator fechou as portas. Ela saiu do carro e recebeu um soco no rosto, de Guilherme. Inconsciente, o ator a colocou no banco de trás do seu próprio carro, que seguia o trajeto e era dirigido por Paula, a esposa dele.

Os dois carros foram para uma rua deserta na Barra da Tijuca. Ali, ele retirou uma tesoura do seu porta-luva e perseguiu a atriz. Após uma tentativa de fuga, Pádua alcançou Perez e lhe prendeu pelo pescoço com seu braço para que, então, sua esposa atingisse a atriz com a tesoura. Num total, houveram 12 perfurações em seu corpo, atingindo órgãos como coração e pulmão.

OS MOTIVOS

Segundo a atriz Cristiana Oliveira para o próprio documentário, no dia da morte de Daniella, uma das cenas que ela gravou foi o término definitivo de Bira e Yasmin. Uma das maiores preocupações do ator era que seu personagem, simplesmente, deixasse de aparecer tanto quanto aparecia antes, isso porque, segundo o próprio ator, sua participação estava sendo gradualmente diminuída.

Guilherme procurou criar uma narrativa em que ele estava sendo assediado por Daniella, que estaria interessada romanticamente nele. Frustrada por ser negada, ela teria influenciado a mãe a diminuir o seu papel na novela, o que teria causado a briga. A sua versão da história foi desmentida pela família da atriz e pelos detetives do caso. Não apenas Daniella era casada, como tinha planos de ter filhos brevemente.

O esposo, Raul Gazolla, disse o seguinte sobre essa suposição: "Nunca passou pela minha cabeça que ela podia estar tendo um caso. Pelo contrário! Porque eu via como ela atendia o telefone, eu via como ela recebia recados dele na secretária eletrônica. Ele não aguentava mais esse cara colocando pressão nela. Esse covardezinho."

Segundo Glória Perez, Pádua tentava se aproximar de Daniella para conseguir mais destaque na novela.

A POLÍCIA

Um dos principais pontos do documentário Pacto Brutal é o descaso da polícia com a investigação do assassinato de Perez. Daniella, quando morta, carregava uma pochete com seis mil dólares para dar entrada em um carro, o que não aconteceu. Segundo uma escrivã da polícia, o dinheiro foi dividido entre os policiais - essa acusação foi desmentida pela polícia.

No entanto, nos dias seguintes da investigação, após descobrir que o culpado era Guilherme de Pádua, os detetives pouco tinham interesse em investigar a esposa dele, Paula Thomaz, que estava grávida. Cedendo à pressão popular e da mídia - em especial, do jornal O Globo -, a polícia investigou a mulher. 

A prisão dos dois foi decretada em 31 de dezembro de 1992. O julgamento aconteceu cinco anos depois, em 1997, e eles foram condenados por homicídio qualificado: ele pegou 19 anos, enquanto ela pegou 18. Em 1999, ambos foram soltos em liberdade condicional. Quando foi presa, Paula estava grávida, e teve o filho na prisão em 1993. O casal se separou ainda na cadeia e, hoje, ambos seguem em liberdade. Pádua se tornou um pastor.


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