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Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso

O Fyre Festival, que aconteceria em 2017 em uma ilha paradisíaca, trouxe prejuízos para todos os envolvidos; relembre!

@isabisordi Publicado em 28/07/2022, às 20h00 - Atualizado em 29/07/2022, às 22h00

Evento, que aconteceria em 2017 em uma ilha paradisíaca, acabou trazendo prejuízos para todos os envolvidos - Crédito: Reprodução
Evento, que aconteceria em 2017 em uma ilha paradisíaca, acabou trazendo prejuízos para todos os envolvidos - Crédito: Reprodução

Imagine um evento de música, arte e cultura, sendo realizado em uma ilha paradisíaca nas Bahamas. Na programação, bandas e artistas incríveis, como Blink-182 e Major Lazer, marcando presença. E tudo isso sendo promovido por grandes celebridades na internet, como as modelos Kendall Jenner, Hailey Baldwin, Bella Hadid e Alessandra Ambrósio. Este era o conceito do Fyre Festival, que prometia ser uma experiência inesquecível. E isso realmente aconteceu, porém não no bom sentido. O que era para ser um festival de alto padrão, acabou tornando-se um grande fracasso.

Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso
Top models participaram da divulgação do festival / Crédito: Reprodução

Organizado pelo empresário americano Billy McFarland - e inicialmente em parceria com o rapper Ja Rule - o evento, que aconteceria nos fins de semana do dia 28 a 30 de abril e 5 a 7 de maio de 2017, contava com pacotes de até US$100 mil. Também garantiam acomodações de luxo na ilha de Great Exuma, nas Bahamas. Sua divulgação foi realizada por celebridades nas redes sociais, e vídeos promovendo o que seria “o melhor da comida, da arte, da música e das aventuras” chamaram a atenção do público rapidamente. 

Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso
Billy McFarland, organizador do evento. Crédito: Reprodução/Netflix

O que ninguém imaginava, no entanto, era que por trás de todo o marketing, a organização não tinha dinheiro o suficiente para arcar com todos os custos e promessas do evento. Segundo depoimentos de pessoas que participaram deste processo nos bastidores para o documentário “Fyre Festival: fiasco no Caribe”, da Netflix, todo o planejamento do festival foi realizado de seis a oito semanas antes dele, o que não era tempo o suficiente para realizar sua estrutura ou resolver os problemas que surgiram no caminho.


DE SONHO A PESADELO

No dia em que o evento deveria acontecer, não havia nada preparado no local. O público que chegava na ilha era crescente e, no lugar das acomodações de luxo que pagaram para ficar, encontraram poucas barracas com colchões no chão - que estavam totalmente encharcados por conta da forte chuva na noite anterior.

Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso
Barracas encontradas pelos participantes do Fyre Festival. Crédito: Reprodução/Netflix

Não havia, ao menos, água e comida disponíveis para todos na ilha, e o prato servido por grandes chefs foi, na verdade, um sanduíche com duas fatias de queijo, alface e tomate.

Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso
Crédito: Reprodução/Twitter

Além dos dormitórios improvisados, o local estava sem luz, e muitas pessoas perderam suas malas no meio da multidão. Os artistas, por sua vez, desistiram de participar do festival, que logo foi oficialmente cancelado. Diversas publicações no Twitter de pessoas que estavam por lá acabaram viralizando, e a farsa do evento foi tomando rumos ainda maiores. Afinal, as pessoas ficaram sem assistência até mesmo para voltar para casa.

Fyre Festival: o festival paradisíaco que acabou se tornando um verdadeiro fracasso
Crédito: Reprodução


AS CONSEQUÊNCIAS

Após todo o desastre envolvendo o festival, as consequências chegaram para todos. Para tentar fazer o evento, os organizadores contaram com a ajuda de centenas de moradores locais que trabalharam sem ganhar nenhum centavo por isso. Em depoimento para a Netflix, uma dona de restaurante contou que chegou a desembolsar US$ 50 mil do próprio bolso para que os participantes pudessem comer, o que lhe causou um enorme prejuízo.

Após o fiasco, nenhum dos organizadores voltou ao local para lidar com a situação na ilha. Billy McFarland acabou devendo 27 milhões de dólares para os investidores do evento e, em 2018, o empresário foi condenado a seis anos de prisão por fraude. O Fyre Festival foi acusado de deixar seus participantes em uma situação perigosa, em uma ilha remota, sem comida, água, abrigo ou atendimento médico. O rapper Ja Rule, por sua vez, não foi preso ou acusado de crimes, e seus advogados alegaram que McFarland usava seu nome e contatos para promover o festival.


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