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As teorias e os mistérios por trás da morte de Brian Jones, o fundador dos Rolling Stones

A morte de Brian Jones intriga, até hoje, todos aqueles que escutam os relatos e suas versões. Confira!

@_senhormarinho Publicado em 03/06/2022, às 09h00 - Atualizado às 09h28

A morte de Brian Jones intriga, até hoje, todos aqueles que escutam os relatos e suas versões. Confira! - Créditos: Reprodução
A morte de Brian Jones intriga, até hoje, todos aqueles que escutam os relatos e suas versões. Confira! - Créditos: Reprodução

Foi em 1969, aos 27 anos de idade, que Brian Jones foi encontrado afogado no fundo de uma piscina. O fundador da banda Rolling Stones se tornou um ícone inesquecível para os amantes da música, mas sua morte ainda é um dos casos mais misteriosos de todos e sem respostas concretas após mais de 50 anos do ocorrido. 

O ano era 1962, e Jones decidiu convidar Jagger e Richards para fazerem parte da banda que teria o nome inspirado na canção de Muddy Waters. O nome oficial do grupo foi apresentado, pela primeira vez, no Marquee Club de Londres e ninguém esperava o sucesso gigantesco que estava por vir. 

Com mais de 250 milhões de álbuns vendidos no mundo todo, os Rolling Stones ainda são considerados um dos principais fenômenos musicais da história, e, apesar de tudo parecer bem, foi em 1969 que o grupo decidiu afastar Brian das atividades da equipe. 

Substituído por Mick Taylor, Jones havia se tornado dependente em drogas e álcool, e já não conseguia participar dos processos criativos com a mesma concentração e desempenho de antes, inclusive tocando apenas em algumas músicas de seu último álbum feito com os Stones, Let it Bleed. Tudo isso aconteceu apenas três semanas antes de sua morte, fazendo com que todos os seus conhecidos passassem décadas em busca da verdade.

O CASO

Jones havia contratado o pedreiro Frank Thorogood e sua equipe para uma reforma inovadora em seu lar, a fazenda Cotchford, localizada no leste de Sussex. Ambos estavam criando uma relação descrita por muitos como perturbadora, até que em 3 de julho de 1969 Brian Jones demite os pedreiros e, de maneira suspeita, morre horas depois das demissões. 

Em meio às contradições, a polícia decidiu ouvir pessoas conhecidas e testemunhas próximas do local, que afirmam terem ouvido o que seria uma festa horas após a demissão dos pedreiros. Segundo os primeiros relatórios do órgão responsável pelas investigações, apenas três pessoas estavam presentes na Cotchford Farm quando B. Jones morreu: Anna Wohlin, Janet Lawson (a pessoa que o encontrou afogado) e Frank Thorogood

Frank Thorogood estava na piscina se divertindo junto a Jones no momento de sua morte, entretanto, segundo relatos, ambos começaram a “brincar” brutalmente em meio à água, fato que é contado por diversas testemunhas que descrevem a suposta brincadeira como uma “luta”. Thorogood teria deixado a piscina sem se preocupar com o estado do músico, que estava se afogando, e a partir dessa versão tudo começou a ficar sem explicações.

Com a chegada do Departamento de Investigações Criminais no local, os investigadores acreditam que Brian tenha morrido por volta de 21h30. Barbara Anna Marion, filha de Jones, está convencida ainda hoje que os pedreiros estavam zangados com Brian, afinal, Frank Thorogood teria convencido sua equipe que o artista estava devendo a ele um valor de £6 mil (o equivalente a £97 mil na cotação atual).  

Frank Thorogood - Créditos: Reprodução
Frank Thorogood - Créditos: Reprodução

ANNA WOHLIN 

Anna Wohlin era a namorada de Brian, além de ser a pessoa mais jovem no local, e, segundo os relatos, a moça teria sido levada às pressas para Londres, onde ficaria temporariamente na casa de Bill Wyman e sua namorada Astrid. Aparentemente traumatizada, Anna falava por todos os lugares que as pessoas deveriam saber a real causa da morte de Brian: “uma luta contra Thorogood”, gritava Wohlin. 

Com a ajuda de um amigo, Anna entrou em contato com o jornal The Times planejando uma entrevista para falar todas as verdades que sabia, porém, começou a enfrentar obstáculos, até que foi levada, pelo escritório dos Stones, para o Aeroporto de Londres Heatrow, onde foi ordenada a nunca mais voltar. 

Anna Wohlin - Créditos: Reprodução
Anna Wohlin - Créditos: Reprodução

TOM KEYLOCK

Tom foi um motorista contratado para levar, Inicialmente, Mick Jagger e Keith Richards para o Aeroporto, sendo escalado para trabalhar permanentemente como guarda-costas dos membros da banda. Seu nome é mencionado por Anna Wohlin que afirmava ter medo dele, já que supostamente Tom havia a ameaçado para que ela não falasse mais sobre o caso. 

O motorista dos Stones tinha um irmão que trabalhava no mais alto escalão do Departamento de Investigação Criminal. Frank Keylock teria atendido o pedido de Thomas para que, em nome dos Stones, manipulasse as informações da investigação. Tom foi acusado de explorar Brian, ficando com alguns de seus bens após sua morte, além de ter conseguido muito dinheiro com os Stones. Seu nome não foi mais mencionado nas investigações após um certo tempo. 

JOAN FITZSIMMONS

Joan era motorista de táxi e tinha um caso romântico com Frank Thorogood. Duas semanas após a morte de Brian, seu corpo foi encontrado na praia com marcas de um ataque brutal. Cega, com crânio furado e sem alguns dentes, o ataque contra Fitzsimmons deixou claro que, além dos três nomes mencionados, ela também estava na casa do músico pelo menos momentos antes de sua morte. 

Dias após o caso, Joan estava pelos bares em torno de Chichester afirmando:

não é verdade o que os jornais dizem sobre Brian Jones… Uso de drogas e álcool não é verdade. Ele sofreu um ataque, foi atacado e morreu.

Dessa forma, Thorogood teria ido, de maneira violenta, à residência da família de Joan procurar desesperadamente pela moça, afirmando que Fitzsimmons sabia muito sobre a morte de Brian e sobre os Rolling Stones. Em poucas horas, a jovem já estava morta.

A POLÍCIA E O GOVERNO

Um dos motivos para que essa terrível morte fosse omitida pela governo, segundo conhecidos de Jones, seria a recomendação para que se livrassem das estrelas do rock e se livrassem dos problemas das drogas, que estavam se tornando caso de saúde pública por toda a Europa.

Para muitos, até hoje, a polícia é uma das principais culpadas pela negligência nas investigações da morte de Brian Jones, afinal, a mesma equipe investigadora sabia da morte na piscina, tinha conhecimento sobre o corpo na praia e sabia sobre todas as pistas que levavam para um único suspeito: Frank Thorogood.

Essa equipe de policiais não fez absolutamente nada para levar o “cabeça” dos pedreiros a justiça, e a única coisa feita pela organização foi solicitar a criação de manchetes anunciando que “drogas e álcool são ruins”.

Ficha com informações sobre a morte de Brian - Créditos: Reprodução
Relatório da polícia com informações sobre a morte de Brian - Créditos: Reprodução

FONTE DE ÁGUA POTÁVEL

Uma outra evidência apontava que a morte de Brian ocorrera em uma fonte de água potável que havia ali perto, e não na piscina conforme o mencionado por muitos. Roxanne Fontana fazia parte do fan clube do músico, e se tornou amiga de Mary Hallet, emprega de Brian, e de seu esposo Les Hallet.

Após a morte de Mary, Roxanne fez uma visita à CotchfordFarm e, ao deixar o local, afirmou que o viúvo Hallet correu atrás de seu carro gritando "eles o afogaram na fonte, o afogaram na fonte de água”. Para muitos conspiradores sobre a morte de Jones, essa teoria é a mais correta, afinal, o relatório da polícia identificou água frescadentro dos pulmões do astro do rock, ao contrário da piscina que contava com produtos químicos. Mas esse debate nunca foi aprofundado de fato.

HOJE

A polícia de Sussex afirma não ter planos de reabrir o caso da morte de Brian, que oficialmente morreu por afogamento após o uso de álcool e drogas. Em 2010, Scott Jones tentou reabrir as investigações fornecendo seu relatório de 600 páginas, mas, segundo ele, o Departamento de Investigações Criminais continuou a encobertar a situação.

Durante sua investigação, Scott descobriu que todos os arquivos sobre Brian Jones estavam retidos sob uma lei por 75 anos, e, provavelmente, jamais saberemos de fato o que aconteceu com o fundador da eterna Rolling Stones.Frank Thorogood morreu em 1993, e de acordo com Tom Keylock, Frank teria confessado, no leito de sua morte, que matou Brian.

++Assista "Rolling Stone: Vida e Morte de Brian Jones", disponível no Prime Video. 

Reprodução / Amazon
Reprodução / Amazon

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