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De dupla imbatível a uma ação "desonesta": a briga entre Paul McCartney e Michael Jackson

A amizade entre Paul McCartney rendeu hits do pop, mas também uma desavença lembrada até hoje!

@nic_bastos | Publicado em 27/12/2021, às 11h05

Amizade de Paul McCartney e Michael Jackson rendeu os hits The Girl Is Mine e Say Say Say - Reprodução
Amizade de Paul McCartney e Michael Jackson rendeu os hits The Girl Is Mine e Say Say Say - Reprodução

Era Natal e eu estava em casa, quando o telefone tocou e uma vozinha falou comigo. Eu perguntei quem era, tentando proteger minha privacidade. ‘É o Michael’!, ele disse. Achei meio esquisito, mas ele continuou, ‘Michael Jackson’!. Depois me perguntou: ‘Quer fazer alguns hits’? E eu respondi: sim, claro!”, contou Paul McCartneydurante entrevista ao apresentador David Letterman, do programa The Late Show

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O ano era 1982 e Michael Jackson trabalhava no icônico álbum Thriller. Foi nessa época que ele decidiu chamar Paul McCartney para colaborar no projeto que rendeu as aclamadas e memoráveis The Girl Is Mine e Say Say Say, sendo a segunda, parte do álbum Pipes of Peace do ex-Beatle, no ano seguinte.

O sucesso das faixas foi muito grande, o que acabou rendendo uma forte e imbatível amizade do pop, bastante enaltecida na época. Os dois começaram a se mostrar muito próximos, estando sempre juntos, mas foi em uma de suas várias conversas de amigos que as coisas começaram a desandar - o que culminaria em uma ação desonesta de uma das partes da amizade.

Segundo apontam algumas fontes, Paul teria explicado a Michael a importância e os benefícios de possuir os direitos autorais das próprias composições. O que vem a seguir, no entanto, revoltou McCartney: em 1985, a coleção de composições Lennon-McCartney foi a leilão e Jackson acabou comprando todo o catálogo dos Beatles, por uma quantia de 47,5 milhões de dólares. 

Michael Jackson e Paul McCartney amigos
Paul McCartney e Michael Jackson eram uma dupla imbatível, até uma ação "desonesta" por parte do rei do pop | Reprodução

Daquele momento em diante, Michael Jackson possuiu todas as músicas que os Beatles escreveram até sua separação, em 1970. McCartney considerou a compra do amigo como “desonesta” e foi aí que a amizade deles ruiu.

Em 2006, McCartney revelou ao New York Post que tinha ressentimentos de Jackson pela fortuna que as músicas creditadas a Lennon-McCartney lhe trouxeram.

Enviei algumas cartas a Jackson. E eu escrevi: ‘Michael, você não acha que, depois de 30 anos sendo razoavelmente bem-sucedido, eu não posso ganhar um aumento?‘”

Michael Jackson teria respondido com um breve “são apenas negócios”, nunca mais retornando ao assunto. Por fim, foi quando o rei do pop decidiu vender 50% do catálogo para a gravadora Sony, por 95 milhões de dólares (cerca de 184 milhões de reais), que Paul conseguiu recuperar algumas canções. O restante, ele ainda precisa pagar se quiser apresentar. 

Joe Jackson, pai de Michael Jackson, afirmou tempos depois que “A única razão para Michael comprar o catálogo era porque estava à venda. Paul McCartney e Yoko poderiam ter comprado, mas não quiseram”. Eita!

Apesar de tudo, o ex-Beatle não parece guardar ressentimento do ex-amigo. Em 2009, logo depois da morte de Michael Jackson, ele falou ao The Late Show sobre o rei do pop: “Ele era um homem encantador e muito talentoso, sinto falta dele”.


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